Pontapé inicial da consulta pública para gestão do Maracanã foi dado na ABI

O pontapé inicial da Consulta Pública para Gestão do Complexo do Maracanã foi dado nesta quinta-feira, dia 28, no auditório da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Centro do Rio. A proposta do Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas é fazer exatamente o que o governo estadual esqueceu, um debate democrático, no qual os donos do complexo – a população como um todo e especialmente seus usuários – serão ouvidos sobre o futuro do estádio e dos equipamentos no seu entorno, explica Gustavo Mehl:

“Queremos mostrar ao governo que a população está mobilizada, que pode oferecer uma resposta à absurda venda, feita sem nenhum tipo de diálogo. Hoje (quinta-feira), começamos a receber sugestões pelo email consultadomaraca@gmail.com, mas na próxima semana vamos colocar no ar uma ferramenta específica para coleta de opiniões”.

Os principais afetados pelo processo irregular de concessão do Maracanã – atletas, estudantes e seus pais, torcedores e indígenas – estiveram na segunda mesa, na qual destacaram a intransigência com a qual vêm sendo tratados. A atleta Monica Lages do Amaral, de 19 anos, da Seleção Brasileira Juvenil de Saltos Ornamentais, se emocionou ao falar da possibilidade de perder a única piscina adequada ao esporte no estado, a do Parque Aquático Julio Delamare, que pode ser demolida para dar lugar a um shopping e a um estacionamento.

“Quando chega nas Olimpíadas, todo mundo fala que não há resultado. Mas, se olhamos direito, vemos que o problema é que não há uma estrutura. Estou há treze anos treinando diariamente. Tão perto das Olimpíadas na minha cidade, que pode ser a minha primeira, o processo vai ser interrompido. Querem passar a gente para o (Parque Aquático) Maria Lenk, mas lá não tem estrutura para os saltos. Só que não há ninguém preocupado com isso além da gente. O foco para 2016 não está em medalhas, mas no dinheiro”, disse Monica.

Na primeira mesa, os deputados estaduais Marcelo Freixo, Clarissa Garotinho e Paulo Ramos, além dos vereadores Renato Cinco e Reimont, debateram caminhos que o Legislativo pode adotar para tentar barrar a privatização do estádio.

Veja as imagens do evento:

Debate abre discussão sobre futuro do Maracanã; Veja as imagens

O Comitê Popular da Copa e Olimpíadas do Rio de Janeiro, com o apoio da Faculdade de Serviço Social da UERJ, realizou nesta terça-feira (25) o debate “O Maraca é Nosso?”. A iniciativa pretende iniciar uma ampla discussão com o objetivo de construir um projeto alternativo para o estádio, de caráter popular e sob gestão pública. Na mesa estiveram Erick Omena (IPPUR/UFRJ), Chris Gaffney (EAU/UFF) e Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN. O debate foi mediado por Gustavo Mehl, membro do Comitê.

A noite foi aberta com a apresentação de dois curtas: “Geral”, que retrata os últimos dias da Geral do Maracanã, e “Aldeia Maracanã”, sobre a ocupação do prédio histórico do antigo Museu do Índio, que é vizinho ao estádio e corre risco de ser demolido para a Copa do Mundo. Após a exibição, Carlos Tucano, representante dos indígenas, deu seu depoimento sobre a atual situação do grupo no local, que tem convivido com as ameaças do Governo do Estado.

O debate teve início com a apresentação de Erick Omena, que fez uma recuperação histórica e mostrou que o Maracanã foi concebido como um estádio popular, muito diferente do processo de elitização que vem acontecendo nos últimos anos, com o encarecimento do ingresso e a diminuição de sua capacidade. Erick mostrou também que não é a primeira nem a segunda vez que tentam privatizar o Maracanã, desconstruindo a ideia de que a concessão para Eike Batista é inevitável.

Já Chris Gaffney utilizou muitas imagens para mostrar o quão magistral era o estádio, que se tornou um mito em todo o mundo. Segundo ele, o Maracanã como conhecemos já não existe mais. Sua destruição aconteceu com a atual reforma, eliminando importantes características como a marquise e as divisões entre arquibancada, cadeira e geral. A série de reformas que se iniciou em 1999 já consumiu mais de um bilhão de reais dos cofres públicos. Chris esteve no último jogo antes do fechamento e viu o apagar das luzes de um Maracanã que não vai mais voltar.

Com a experiência de já ter conhecido estádios em todo o mundo, Mauro Cezar Pereira trouxe para o debate propostas sobre o que pode ser feito para que esse Novo Maracanã seja mais popular. Segundo ele, com ingressos mais baratos, todos os jogos poderiam ter casa cheia, beneficiando clubes e torcedores. Isso deveria ser uma política dos clubes, que atualmente fazem apenas promoções pontuais. Sobre a Copa do Mundo, o jornalista foi taxativo: o Brasil não precisa do evento da forma que foi proposto, com estádios caros e que serão elefantes brancos em cidades que sequer possuem equipes na terceira divisão nacional.

Veja as imagens do debate e acompanhe o blog e o Facebook do Comitê Popular da Copa e Olimpíadas do Rio de Janeiro!

Nesta terça (25/9), debate “O Maraca é Nosso?” na UERJ

Na próxima terça-feira (25) o Comitê Popular da Copa e Olimpíadas do Rio de janeiro organiza um evento sobre o Maracanã na UERJ que contará com a presença do jornalista da ESPN Mauro Cezar Pereira. Haverá exibição de episódios do Canal 100 e do documentário “Geral”, que retrata os últimos dias da Geral do Maraca.

O debate contará com os pesquisadores Erick Omena (IPPUR/UFRJ) e Chris Gaffney (EAU/UFF), além do próprio Mauro Cezar e de Anna Azevedo, diretora de “Geral”. Haverá ainda uma exposição de fotos do Comitê e um espaço de intervenção da Aldeia Maracanã, que ocupa o prédio histórico do antigo Museu do Índio, que é vizinho ao estádio e corre risco de ser demolido para a Copa do Mundo.

O evento é gratuito e é uma realização do Comitê Popular da Copa com o apoio da Faculdade de Serviço Social e do Diretório Central dos Estudantes da UERJ. Divulgue e participe!

SERVIÇO

‘O Maraca é Nosso?’
Terça-feira, 25 de setembro, 18h30
Auditório 93 da UERJ – Maracanã

IMAGENS: Debate Faculdade São José

Na última quarta-feira (6), o Comitê Popular da Copa em parceria com a Faculdade São José promoveu um debate sobre a dinâmica dos direitos humanos na preparação do Rio de Janeiro para a Copa do Mundo e para as Olimpíadas. Estiveram na mesa Christopher Gaffney da UFF, Inalva Mendes Brito da Vila Autódromo e Rodrigo Monteiro da Faculdade São José. Veja as imagens:

Debate no Conselho Regional de Psicologia, nesta quinta (10)

Continuando o Ciclo de Debates do Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas, nesta quinta-feira (10/05), às 18h, acontece o debate organizado em parceria com o Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro (CRP-RJ), que será na sede da entidade, na Tijuca. O evento terá como debatedores o professor Luís Antônio Baptista, da UFF, e Marcelo Edmundo, representante do Comitê Popular da Copa e da Central de Movimentos Populares.

O evento pretende debater o modelo de cidade que está sendo implantado no Rio de Janeiro para a realização dos megaeventos esportivos e responder a uma provocação: como esta discussão atravessa o Rio de Janeiro e a Psicologia?

LEIA MAIS NO SITE DO CRP-RJ

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SERVIÇO

Debate – Esporte, Paixão e Negócio: a violação de direitos humanos na Copa e nas Olimpíadas

Debatedores: Luís Antônio Baptista (UFF) e Marcelo Edmundo (Central de Movimentos Populares / Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas do Rio de Janeiro)

Quando: quinta, 10 de maio, às 18h

Onde: Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro – Rua Delgado de Carvalho, 53 – Tijuca